quinta-feira, 13 de dezembro de 2012


Menina com pele cor de pessego e cabelos loiros cor de palha, achava o mundo um imenso jardim e ficava admirada com seus vários perfumes.  Pessoas com cheiro de folhas esmagadas mescladas com algo mais profundo, algo mais intenso que ela não conseguia definir. Achava o amor algo intenso, que precisava ser mostrado, não algo que seja apenas pela convivência, o cotidiano. Menina que acabara de perder todos os seus medos.  No passado se sentia insegura mesmo em sua cama, vulnerável a cada passo e exposta a cada esquina, acreditava que merecia a tortura, que havia feito algo de errado e que algo em seu interior era ruim, pensava em morte. Cansou de se encolher de tanto medo, e resolveu que não iria mais se deixar abater por causa de um passado de intrigas. Achava idiota perder a cabeça por causa de um garoto, mas no seu interior era isso que desejava. Enquanto suas amigas perdiam o folego por rapazes cheios de energia, jovens e fortes, para ela faltava-lhes alguma coisa. Ela bem que gostaria de não se sentir tão distante das emoções das amigas, deveria ser maravilhoso sentir-se estonteada de tanta alegria, como acontecia com elas. Mas, por mais que tentasse, o amor nunca havia sido um ponto de tanto interesse  pra ela, não sentia pressa. E por isso de vez em quando sentia um desânimo que as pessoas sentem após um feriado ter acabado. Ela queria o mais perigoso, o mais impossível, e sabia que não poderia ter pressa em achar alguém assim, que ele viria com o tempo, mas que por meio do destino já havia alguém reservado a ela, alguém que por sentimento cresceriam como duas videiras entrelaçadas.

sábado, 8 de setembro de 2012

Ando em uma constante confusão mirabolante, como se um bichinho requebrasse em minha mente de salto agulha. Já estou começando a rir da minha própria cara, ironizando minha própria confusão.

Aguardo a tranquilidade!

Amorizade

Aquela sensação de amar, mais não querer.
Pequenas mariposas voando na barriga, gaguejo, saudades.
Necessidade de um enlace, de um alguém.
Mais ao mesmo tempo, receio. Receio do fim de uma amizade.
Por isso, entre outros motivos e medos, preferir ficar como tudo está.
Permanecer amigos, porém, com vontade de amar!
Essa vontade de amorizade!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

[de meio medos]

Me admiro com essa certeza de proximidade.
Me assusta essa certeza de amor, de amizade.
Me amedronta todas essas promessas não feitas, essas juras não compridas.
Sobressaltada sobre quando vira a felicidade de alma.
Atemorizada com sustos, com idas e partidas.
Aguardando ansiosamente a chegada de tranquilidade, de liberdade.
Ando surpreendida com atos que não eram mais de se surpreender.
Ando com medo, medo de viver, de amar, e de ser feliz.
Indecisão me persegue por minutos, horas e dias.
Ando habituada a viver sem espontaneidade.
Mas um dia tudo se acalmará. Como um ditado popular: Primeiro a tempestade, depois o sol.

Monotonia


Chega de textos melosos, monótonos e enjoativos.
Chega de frescura, de mal humor, de antipatia. Então surgem duas dúvidas...
No que escrever? Querer escrever para se passar o tédio, ou até mesmo para simplesmente alegrar o dia. Mas, e as ideias?
Incrível como tudo some, menos o tempo. Incrível como há um espaço vago na mente, sem pensamentos, sem ter em oque pensar, em quem pensar. E assim, já começa a parte monótona, que eu queria mesmo era mandar pra longe, para um lugar bem distante.
Porque ta tudo assim? Vazio, sem graça. Eu quero farra, mais os minutos não passam. Nada se vai, nada se completa, e o mal humor começa. A sensação de abandono, e a monotonia continua. Xispa, some! Vá com Deus.
Acho que se precisa de alguém, de ninguém. De cobertas, uma cama aconchegante, um filminho na seção da tarde, talvez uma pipoca, uma compania interessante, o seu ser. O seu próprio ser. E assim, continua a coisa monótona, e é isso mesmo... Estou enfatizando tudo, e tornando a coisa pior, daqui a pouco sei que vou achar graça, vou ter oque fazer, e vou rir de tudo isso. Mais mesmo assim, que saco!
E de repente, sem mais nem menos, um telefone tocando, uma compania chegando, e a alegria voltando! Adeus monotonia.
Mas.... e agora? [ Como se termina? ]

domingo, 12 de junho de 2011

Queremos Paz

Pela paz que os jovens tanto querem
Pela alegria que as crianças tem na mão
Pelo esforço que os adultos querem mostrar
Pelas histórias que os mais velhos tem pra contar

Vamos deixar isso tudo acabar?
Só por causa da violência que anda por aí?
Não.
Vamos deixar,
Vamos fazer,
A paz acontecer.

O jeito é mostrar pros bobalhões,
Que a paz do bem,
Sempre vence a guerra do mal,
E que pra todos terem um final feliz,
Iremos virar aprendiz,
E guerriar até tudo,
Ficar Normal.


Karina Boing Uhlmann

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Saudade.

Saudade vai e vem.
Bem que essa saudade, poderia trazer você pra perto de mim.
Tenho tanto pra te dizer,
Pena que quando estou perto de ti falta coragem.
E depois eu fico falando sozinha,
Imaginando estar falando contigo.
Porém, a saudade é melhor do que caminhar sozinha.

Saudade é meio como fome,
Só passa quando se come a presença.
Mas as vezes a saudade é tão grande, que a presença é pouca.
E eu quero absorver a outra pessoa,
Para ele nunca mais se separar de mim.
Se bem que,
A saudade bate,
Quando o coração diz para onde ele quer voltar.
Também temos saudade do que nunca existiu.

A coisa nunca existiu,
E eu ja fico com aquela agonia,
querendo ver a pessoa que me deixa louca.
Saudades do jeitinho abobado,
e da gargalhada de criança.

Bem que,
Só pelo meu pensamento você ja poderia se teletransportar,
E aparecer bem aqui,
Na minha frente.
Pra me amar e me fazer cada vez mais feliz.


Karina Boing Uhlmann