Menina com pele cor de pessego e cabelos loiros cor de
palha, achava o mundo um imenso jardim e ficava admirada com seus vários perfumes. Pessoas com cheiro de folhas esmagadas
mescladas com algo mais profundo, algo mais intenso que ela não conseguia
definir. Achava o amor algo intenso, que precisava ser mostrado, não algo que
seja apenas pela convivência, o cotidiano. Menina que acabara de perder todos
os seus medos. No passado se sentia
insegura mesmo em sua cama, vulnerável a cada passo e exposta a cada esquina,
acreditava que merecia a tortura, que havia feito algo de errado e que algo em
seu interior era ruim, pensava em morte. Cansou de se encolher de tanto medo, e
resolveu que não iria mais se deixar abater por causa de um passado de
intrigas. Achava idiota perder a cabeça por causa de um garoto, mas no seu
interior era isso que desejava. Enquanto suas amigas perdiam o folego por
rapazes cheios de energia, jovens e fortes, para ela faltava-lhes alguma coisa.
Ela bem que gostaria de não se sentir tão distante das emoções das amigas,
deveria ser maravilhoso sentir-se estonteada de tanta alegria, como acontecia
com elas. Mas, por mais que tentasse, o amor nunca havia sido um ponto de tanto
interesse pra ela, não sentia pressa. E
por isso de vez em quando sentia um desânimo que as pessoas sentem após um
feriado ter acabado. Ela queria o mais perigoso, o mais impossível, e sabia que
não poderia ter pressa em achar alguém assim, que ele viria com o tempo, mas
que por meio do destino já havia alguém reservado a ela, alguém que por
sentimento cresceriam como duas videiras entrelaçadas.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
sábado, 8 de setembro de 2012
Amorizade
Aquela sensação de amar, mais não querer.
Pequenas mariposas voando na barriga, gaguejo, saudades.
Necessidade de um enlace, de um alguém.
Mais ao mesmo tempo, receio. Receio do fim de uma amizade.
Por isso, entre outros motivos e medos, preferir ficar como tudo está.
Permanecer amigos, porém, com vontade de amar!
Essa vontade de amorizade!
Pequenas mariposas voando na barriga, gaguejo, saudades.
Necessidade de um enlace, de um alguém.
Mais ao mesmo tempo, receio. Receio do fim de uma amizade.
Por isso, entre outros motivos e medos, preferir ficar como tudo está.
Permanecer amigos, porém, com vontade de amar!
Essa vontade de amorizade!
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
[de meio medos]
Me admiro com essa certeza de proximidade.
Me assusta essa certeza de amor, de amizade.
Me amedronta todas essas promessas não feitas, essas juras não compridas.
Sobressaltada sobre quando vira a felicidade de alma.
Atemorizada com sustos, com idas e partidas.
Aguardando ansiosamente a chegada de tranquilidade, de liberdade.
Ando surpreendida com atos que não eram mais de se surpreender.
Ando com medo, medo de viver, de amar, e de ser feliz.
Indecisão me persegue por minutos, horas e dias.
Ando habituada a viver sem espontaneidade.
Mas um dia tudo se acalmará. Como um ditado popular: Primeiro a tempestade, depois o sol.
Me assusta essa certeza de amor, de amizade.
Me amedronta todas essas promessas não feitas, essas juras não compridas.
Sobressaltada sobre quando vira a felicidade de alma.
Atemorizada com sustos, com idas e partidas.
Aguardando ansiosamente a chegada de tranquilidade, de liberdade.
Ando surpreendida com atos que não eram mais de se surpreender.
Ando com medo, medo de viver, de amar, e de ser feliz.
Indecisão me persegue por minutos, horas e dias.
Ando habituada a viver sem espontaneidade.
Mas um dia tudo se acalmará. Como um ditado popular: Primeiro a tempestade, depois o sol.
Monotonia
Chega de textos melosos, monótonos e enjoativos.
Chega de frescura, de mal humor, de antipatia. Então surgem duas dúvidas...
No que escrever? Querer escrever para se passar o tédio, ou até mesmo para simplesmente alegrar o dia. Mas, e as ideias?
Incrível como tudo some, menos o tempo. Incrível como há um espaço vago na mente, sem pensamentos, sem ter em oque pensar, em quem pensar. E assim, já começa a parte monótona, que eu queria mesmo era mandar pra longe, para um lugar bem distante.
Porque ta tudo assim? Vazio, sem graça. Eu quero farra, mais os minutos não passam. Nada se vai, nada se completa, e o mal humor começa. A sensação de abandono, e a monotonia continua. Xispa, some! Vá com Deus.
Acho que se precisa de alguém, de ninguém. De cobertas, uma cama aconchegante, um filminho na seção da tarde, talvez uma pipoca, uma compania interessante, o seu ser. O seu próprio ser. E assim, continua a coisa monótona, e é isso mesmo... Estou enfatizando tudo, e tornando a coisa pior, daqui a pouco sei que vou achar graça, vou ter oque fazer, e vou rir de tudo isso. Mais mesmo assim, que saco!
E de repente, sem mais nem menos, um telefone tocando, uma compania chegando, e a alegria voltando! Adeus monotonia.
Mas.... e agora? [ Como se termina? ]
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