segunda-feira, 29 de abril de 2013

[de um coração]

Tem sido maravilhoso não imaginar um futuro no singular, e dar ao meus pensamentos uma razão de você.
E tem sido maravilhoso acha-los tão certos e complexos.
Tem sido encantador a sinfonia de risadas por motivos tão sem sentido.
Também tem sido um tanto interessante agir por meio de provocação.
Como também tem sido séria nossas conversas de medos.
Tem sido triste a falta, a saudade.
E tem ficado claro que essa parte triste vai ficando cada dia mais intensa.
Tem sido agradável todos os filmes cujo não me lembro os assuntos.
Tem sido engraçado os gostos parecidos, menos a falta do pagode e do samba.
E tem sido mágico poder morar em um abraço apertado durante alguns instantes.
Como também tem sido agoniante não poder descrever como tem sido.
Talvez... Quase perfeito!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Um baú de entrelinhas

De repente uma magia acontece, senhora inspiração chega com sua varinha de condão abrindo o baú chamado coração libertando a alegria, entusiasmo e um pouco de esperança. Traz consigo uma falta de diálogo tediosa, e um pouco de saudade, capaz de gerar um aperto no peito libertando também a solidão. Imagina-se então sua sombra através da televisão, uma companhia gêmea, não fala, não ouve, mas ajuda. No relógio os milésimos viram tartarugas e apostam corrida, nada colabora...

Minutos de paixão e solidão...
Entrelinhas de tempo e coração... 

Tudo trancado com uma chave nesse baú, sendo libertado com a ajuda da senhora inspiração, que parece nem sempre querer ajudar... 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012


Menina com pele cor de pessego e cabelos loiros cor de palha, achava o mundo um imenso jardim e ficava admirada com seus vários perfumes.  Pessoas com cheiro de folhas esmagadas mescladas com algo mais profundo, algo mais intenso que ela não conseguia definir. Achava o amor algo intenso, que precisava ser mostrado, não algo que seja apenas pela convivência, o cotidiano. Menina que acabara de perder todos os seus medos.  No passado se sentia insegura mesmo em sua cama, vulnerável a cada passo e exposta a cada esquina, acreditava que merecia a tortura, que havia feito algo de errado e que algo em seu interior era ruim, pensava em morte. Cansou de se encolher de tanto medo, e resolveu que não iria mais se deixar abater por causa de um passado de intrigas. Achava idiota perder a cabeça por causa de um garoto, mas no seu interior era isso que desejava. Enquanto suas amigas perdiam o folego por rapazes cheios de energia, jovens e fortes, para ela faltava-lhes alguma coisa. Ela bem que gostaria de não se sentir tão distante das emoções das amigas, deveria ser maravilhoso sentir-se estonteada de tanta alegria, como acontecia com elas. Mas, por mais que tentasse, o amor nunca havia sido um ponto de tanto interesse  pra ela, não sentia pressa. E por isso de vez em quando sentia um desânimo que as pessoas sentem após um feriado ter acabado. Ela queria o mais perigoso, o mais impossível, e sabia que não poderia ter pressa em achar alguém assim, que ele viria com o tempo, mas que por meio do destino já havia alguém reservado a ela, alguém que por sentimento cresceriam como duas videiras entrelaçadas.

sábado, 8 de setembro de 2012

Ando em uma constante confusão mirabolante, como se um bichinho requebrasse em minha mente de salto agulha. Já estou começando a rir da minha própria cara, ironizando minha própria confusão.

Aguardo a tranquilidade!

Amorizade

Aquela sensação de amar, mais não querer.
Pequenas mariposas voando na barriga, gaguejo, saudades.
Necessidade de um enlace, de um alguém.
Mais ao mesmo tempo, receio. Receio do fim de uma amizade.
Por isso, entre outros motivos e medos, preferir ficar como tudo está.
Permanecer amigos, porém, com vontade de amar!
Essa vontade de amorizade!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

[de meio medos]

Me admiro com essa certeza de proximidade.
Me assusta essa certeza de amor, de amizade.
Me amedronta todas essas promessas não feitas, essas juras não compridas.
Sobressaltada sobre quando vira a felicidade de alma.
Atemorizada com sustos, com idas e partidas.
Aguardando ansiosamente a chegada de tranquilidade, de liberdade.
Ando surpreendida com atos que não eram mais de se surpreender.
Ando com medo, medo de viver, de amar, e de ser feliz.
Indecisão me persegue por minutos, horas e dias.
Ando habituada a viver sem espontaneidade.
Mas um dia tudo se acalmará. Como um ditado popular: Primeiro a tempestade, depois o sol.

Monotonia


Chega de textos melosos, monótonos e enjoativos.
Chega de frescura, de mal humor, de antipatia. Então surgem duas dúvidas...
No que escrever? Querer escrever para se passar o tédio, ou até mesmo para simplesmente alegrar o dia. Mas, e as ideias?
Incrível como tudo some, menos o tempo. Incrível como há um espaço vago na mente, sem pensamentos, sem ter em oque pensar, em quem pensar. E assim, já começa a parte monótona, que eu queria mesmo era mandar pra longe, para um lugar bem distante.
Porque ta tudo assim? Vazio, sem graça. Eu quero farra, mais os minutos não passam. Nada se vai, nada se completa, e o mal humor começa. A sensação de abandono, e a monotonia continua. Xispa, some! Vá com Deus.
Acho que se precisa de alguém, de ninguém. De cobertas, uma cama aconchegante, um filminho na seção da tarde, talvez uma pipoca, uma compania interessante, o seu ser. O seu próprio ser. E assim, continua a coisa monótona, e é isso mesmo... Estou enfatizando tudo, e tornando a coisa pior, daqui a pouco sei que vou achar graça, vou ter oque fazer, e vou rir de tudo isso. Mais mesmo assim, que saco!
E de repente, sem mais nem menos, um telefone tocando, uma compania chegando, e a alegria voltando! Adeus monotonia.
Mas.... e agora? [ Como se termina? ]