Sete horas e algumas pedrinhas sentada dentro de um carro, louca para chegar numa pequena cidade no norte do Paraná. É dores que se passam de tanto ficar sentada num banco de carro, que quando tenho que sair para o meu pai abastecer quase nem consigo andar. É tontura por causa do balanço do carro. Ãncia. Mais a vontade de chegar me acalma. A vontade de conhecer um priminho novo. De brincar com a priminha Paulina, ver ela chamando o seu primo de louco. Matar a saudade do vô, da vó, da madrinha, padrinho, tias, tios, primas, primo. Louca para pisar no barro vermelho, encardir o pé. Ir pro salão fazer festa, até rezar la é bom. Ivaiporã me acalma, me deixa mais feliz, mais leve. Da vontade de correr de um lado pro outro gritando, pra tentar mostrar a felicidade por estar ali, naquele lugar, e depois ficar rouca, de tanta folia. As músicas velhas, aqui posso não gostar, mais la é mais legal do que essas novinhas. Estar num lugar que quase não se pega celular, que é ruim de conseguir entrar na internet, la eu não me importo. Se aqui ainda sou meio criança, la, eu sou quase bebe. As roupas voltam da viajem imundas, a roupa branca, volta amarela ou até meio marrom. Na hora de vir embora me desanimo. O lugar é tão bom, que por mim ja ficava la. Então, volto da viajem, ja pensando em ir para la novamente.
Karina Boing Uhlmann
aaaaaaaaaiin.. é tudo muuuuuito verdade!
ResponderExcluiraaai que saudade do Paraná! =|